O amor era



O amor era, por influência da literatura que tanto bebi em fontes:

Uma onda avassaladora.

Era o inferno de amar, como eu amo! de Garrett; Era se perder no outro sem volta; O amor era todos aqueles paradoxos " dor que desatina sem doer ".

Uma vez pensei sentir amor, inebriada, os pés sem tocar o chão, aquele momento tão certo, até que uma hora tudo se desprendeu e eu cai de cara no chão tão duro, porque a realidade é mesmo dura .

E assim me convenci de que o amor dói. Achava que o amor de fato era difícil, porque tudo que te envolve demais , te consome completamente e te faz ser uma louca, é difícil de lidar. Louca pelo outro. O amor para mim sempre foi um turbilhão de sentimentos...

Eu sempre tive a certeza de que assim que eu encontrasse o amor, eu teria a certeza de que o achei.

 E quando eu encontrei, tive todas as dúvidas do mundo.

Me lembro bem de quando eu vi o amor, o amor era pálido, magro, tinha intensidade, tinha sabor, tinha encaixe, mas não tinha uma cor que eu conhecia. Era uma cor nova.

Quando eu vi o amor, eu não gostei , porque me trouxe muita insegurança. O amor fez com que eu me lembrasse de todas as paixões anteriores, de todos os toques e beijos anteriores, o amor me fez rever tudo , até mesmo as aventuras.

A primeira vez que eu reconheci o amor, ele fazia planos, sobre nós. O amor era abusado demais, era rápido demais, era... diferente demais. Então eu entendi.

O amor não era nada do que eu imaginava. Nada do que eu esperava. Nada do que já tinha lido, estudado ou experimentado.

 O amor não era a onda avassaladora que eu estava esperando, o amor era a paz que eu sempre procurei.

O amor é aquilo que te equilibra.

O amor não te consome, o amor cuida de você. O amor literalmente te aquece nos dias frios e te faz transpirar nos dias quentes.

O amor faz com que você se torne uma pessoa melhor, mais organizada, mais forte, mais centrada. O amor não faz você perder o foco, ele te coloca no centro de tudo, porque agora não são mais planos individuais que precisam dar certo, é o nós que precisa funcionar.

Por isso o amor traz  harmonia, traz comunicação, trouxe estranhamento, trouxe ansiedade, mas traz a plenitude de uma alma tranquila.

O amor ainda assusta, mas ele já não dá mais medo. Não existem portas a serem fechadas , só abertas, porque agora tudo é só para frente. É via de mão única.

Não existe pressa, não existe cobrança, existe apenas o tempo, a paciência e a comunhão.

O amor faz com que você entenda todas as lágrimas que já caíram , faz com que você entenda todas os obstáculos que você já passou, o amor faz você entender porque nunca deu certo antes com outra paixão.

O amor é afinal diferente de tudo aquilo que eu já pensei. O amor não te força a nada, te compreende em tudo, mesmo quando a compreensão demora a vir, mas ela sempre vem.

Amar não dói, amar é fácil, amar é orgânico  e acontece sozinho, sem precisar marcar hora, data e local para acontecer.

Amar não é uma onda avassaladora, amar é maré baixa de uma água bem morninha que aquece seu coração, mente e alma.

O amor é o sentimento mais nobre que alguém pode sentir pelo outro... e quando acontece é finalmente único e diferente, sempre diferente...

Amar é bom.

LGA.
( Para Júnior, meu amor. 18/07/2019)

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